domingo, 30 de agosto de 2009

Incontornável


"Há três coisas que jamais voltam: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida."


Pintura: Salvador Dali

sábado, 29 de agosto de 2009

Stand by Me

Queria partilhar convosco um vídeo simplesmente extraordinário de um movimento não menos fantástico: Playing for Change, que prega a paz no mundo através da música, estreitando as barreiras entre culturas, países, pessoas, personalidades; é, indubitavelmente, um daqueles vídeos que não cansa assistir.

Como diz o Roger Ridley esta música (Stand by Me) transmite que independentemente da individualidade de uma pessoa, de onde ela vá e o que faça da sua vida, existirão, inevitavelmente, momentos nos quais precisará de alguém para estar com ela, para lhe responder ao sorriso, para lhe dar um ombro e um coração...

Nada mais sábio...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Crónicas II

Quando uma nuvem passou por cima de si, os seus olhos esbugalhados viajaram naquela massa de algodão e sentiu o seu corpo elevar-se no céu em direcção ao que, tantas vezes, tinha sonhado.
Olhou para o relógio e testemunhou o leve abrandamento dos ponteiros até que num dado momento pararam completamente; olhou em volta, as suas vizinhas de formas extravagantes não se moviam, mas o vento continuava a ondular o seu cabelo e as asas da magia branca batiam como águias aladas perscrutando, do majestoso planalto, todo o mundo inferior.

Era como se ele fosse só seu, como se ele fosse aquele olhar, como se de um momento para o outro, a vida à sua volta se tivesse extinguido e apenas ele continuasse vivo, num quadro petrificado de universalidade.
Estendeu as mãos, olhou para os calos, analisou as pequenas cicatrizes que lhe decoravam a pele e, tal epifânia divina, percebeu que quem estava parado era ele, que as formigas continuavam a abastecer-se, que as aves continuavam a planar, mas que ele, homem, apenas e só homem, estava estacado, estagnado num enorme vórtex de inaptidão.
O sonho não se tinha tornado realidade, era uma máscara de uma fantasia bem distinta, mas que não deixava de o atormentar, tão sorrateiramente quanto um felino, todos os dias da sua existência.
Tinha chegado ao derradeiro momento, momento esse que lhe iria pautar o caminho a seguir, o da perdição ou o da salvação. Qual iria ele escolher? Facilidade ou felicidade?
Sentou-se por entre a neblina que lhe ocupava a mente e reflectiu até chegar a uma resolução, que irremediavelmente era definitiva.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Hoje

...sentei-me na poltrona para escrever mas nada saiu... o oxigénio à minha volta extinguiu-se, as palavras esvoaçaram livremente pela atmosfera sombria que me circundava, e a voz, cautelosa, não se deixou ouvir...

Triste, remeti-me ao calor do silêncio.

domingo, 2 de agosto de 2009

Sangue Sangue

...Sangue
Chatterton, suicidou
Kurt Cobain, suicidou
Getúlio Vargas, suicidou
Nietzsche, enlouqueceu
E eu não vou nada bem.
Não vou nada bem.

video

Uma visita ao Humilde Aprendiz fez-me relembrar este grande espectáculo protagonizado pelos extraordinários Seu Jorge e Ana Carolina.

A música chama-se Chatterton e é caso p'ra dizer puta que pariu que eu não vou nada bem!

Blog Maneiro


Obrigado Carla - Meus Apontamentos!

Ofereço o selo a todos os que o quiserem levar.

sábado, 1 de agosto de 2009

Rebento de Amor

video

Em tempos esquecidos, num pequeno lugar nas montanhas surge uma força, um amor recém nascido que, nas encostas virgens, abre caminho para algo belo e completamente novo na sua eterna existência, algo fascinante...
Os seres mais antigos dessa paisagem angelical observam atentamente aquele pequeno rebento surgir, vêem-no crescer, tentar chegar ao céu, tentar ser iluminado pela vida, num constante reboliço de emoções.
O pequeno espírito quer perdurar no futuro, sem perder as suas raízes, sem esquecer por aquilo que passou, sem esquecer os medos que sentiu, as secas que sofreu, o frio que lhe enregelou o coração, sem esquecer... a metade que o completou.
Sente a vida fluir dentro de si, sente as folhas respirar num borbulhante ciclo de processos cativos e vitais, sente, acima de tudo o resto, sente o sentimento...
Aquele sentimento que o fez nascer, irromper do solo num impulso inusitado, com vontade de perdurar, de ter em si um propósito por si mesmo, de viver à margem de todos os anciãos ali presentes sem estar, no entanto, fora do eterno ecossistema verdejante.
Tenta ser alguém com alguém dentro de si próprio, tenta ser um organismo simbiótico, tenta viver e conseguir aquilo que sempre quis... ver o céu...
Apesar de todas as decisões erradas, todos os caminhos falhados, ele quer ver o céu, porque sabe que quando lá chegar tudo será diferente, todas as raízes farão sentido, todas as folhas e ramos terão morrido por uma boa causa, pelo desejo de ver um céu claro e cuja beleza lhe encha o coração sombrio.
Nessa altura deixará de ser um rebento e tornar-se-a uma força da natureza que perdurará eternamente, erguendo-se orgulhosamente nas encostas da vida...