Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

I Ran

Eu sei que me atrasei imensamente, mas aqui está... é pena não haver vídeo mas não houve tempo para isso!

Daqui a uns tempos espero ter imagens para este e outros temas.

E agora, envergonhadamente, deixo-vos aqui a minha singela interpretação do tema: I ran dos flock of the seagulls.


video


Especial agradecimento ao Shawn (guitarra) e ao Sam (tarola)!

PS: Desculpa o atraso Teresa!


Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011

História de uma Vida


Esta é a história de 6 anos da minha vida... decidi compartilhá-la porque este blog e quem o lê, intencionalmente ou não, é parte integrante desse tempo e, como tudo o que está aqui é sincero, senti que devia, pela minha filosofia, escrever à mão estes meus singelos sentimentos.

Tudo começou quando me perguntei o porquê de não namorar, porque não há ninguém que me desperta a atenção - murmurei baixinho.

No dia seguinte saí de casa decidido a abrir os olhos, decidido a olhar em volta, e na primeira vez que o fiz vi-te, inteira, um anjo deslumbrante, forte como uma Joana d’Arc e bela como a princesa enclausurada na mais alta masmorra.

Tiveste um tal impacto em mim que tive de arranjar maneira de falar, de estar, de conviver contigo. Tu cantavas num coro. Eu decidi entrar, pela primeira vez olhámo-nos, pela primeira vez sorriste para mim, pela primeira vez brincámos um com o outro como só os jovens fazem.

Ficámos cada vez mais próximos um do outro, um intervalo das aulas sem ti era como uma eternidade de solidão… a sintonia, a cumplicidade começava a transparecer.

Descobri que tinhas namorado. Afastei-me, lutei contra tudo aquilo que o meu coração gritava, lutei contra tudo que eu ansiava.

O banco onde falávamos, antes habituado a um diálogo, era agora ocupado pelo teu monólogo solitário. Passei por ti, olhaste para mim e vi a tristeza nos teus olhos… tinham encontrado par no sofrimento dos meus.

Nesse momento percebi que não iria conseguir estar longe de ti. Continuei a andar mas os meus olhos traíram-me, o meu coração comandava-me.

Voltamos a falar… acabaste com quem namoravas e eu, feliz, sorri para ti.

Lembro-me do nosso primeiro beijo como se tivesse sido ontem; é e permanecerá intemporal.

Foi um sonho durante 2 meses, ao terceiro acabámos. Éramos crianças, acho que não havia volta a dar, como me disseste mais tarde, quando uma relação tem pilares de areia, o mais certo é ela desabar.

Sorrimos tristes e cada um seguiu o seu caminho. Fui para a universidade, para uma cidade longe de casa. 

Não gostei do curso e abandonei-o prematuramente, voltei para casa e a tua presença assombrava cada minuto do meu tempo. Foram as 2 semanas mais longas da minha vida até então (pouco sabia o que era sofrimento naquela altura). Tentei não voar para ti, mas mais uma vez não me consegui conter. Escrevi-te uma carta; numa certa manhã deixei-a na tua caixa de correio.

Fiquei 3 dias à espera de ouvir notícias tuas… até que recebo uma mensagem tua. Afinal não te tinhas esquecido do “you’re my beauty queen” e eu saltei de alegria. Voltámos a ver-nos depois de um ano e meio, recomeçámos a falar, e numa sexta-feira 13 beijei-te.

Fomos para a mesma cidade estudar, víamo-nos todos os dias, fazíamos tudo juntos. Chorei ao teu colo, tu choraste nos meus braços, vivemos coisas que nunca tinha sonhado serem possíveis, compartilhamos na totalidade as nossas vidas um com o outro.

Eras a primeira coisa que pensava quando acordava e a última quando adormecia, lembro-me de acordar e ficar a olhar para ti (apenas e só para te ver), abraçar-te e contigo nos meus braços voltar a adormecer.
O sonho tinha voltado e durante muito tempo foi realidade.

Era feliz, mais feliz do que qualquer homem, bastavas-me para ser feliz, e aí residia o problema. Vivia para ti, desde que tu estivesses bem eu também estava, se precisasses de mim eu largava tudo o que estivesse a 
fazer e ia ao teu encontro, tal cavaleiro a ir ao encontro da sua princesa. Eras o centro do meu mundo; tudo o resto era a paisagem de um retrato.

Não sei quando deixámos de ser felizes, contudo sei que não te dei o apoio que necessitavas para continuar a amar-me como o fizeste, absoluta e inequivocamente. Tinha demasiados fantasmas dentro de mim, demasiadas indecisões.

Pensei tantas vezes em acabar, não era feliz e não te fazia feliz, ambos andávamos tristes com aquilo que nos tínhamos tornado.

Deixei de estar lá, deixei de aparecer em tua casa, deixei-te excluir-me da tua vida.

Passado 2 anos e 4 meses daquela sexta-feira 13 disseste-me que não dava mais. O meu mundo ruiu, o meu coração tinha, no momento em que ouvi a tua boca falar, parado.

“Porquê? Pensei que ficarias contente, afinal de contas tinhas pensado inúmeras vezes em acabar com ela”; estava confuso…

Depois de reflectir, cheguei à conclusão que nada daquilo que eu “queria” era verdade, era uma reacção de raiva, de incompreensão por aquilo que nos estava a acontecer. Nunca quis acabar contigo e a verdade é que nunca pensei que acabarias comigo. Se calhar por isso é que foi tão difícil viver sem ti.

Ficava todos os dias no bar até meio da madrugada para poder olhar para ti, para poder ver os olhos esbugalhados que me conquistaram. Depois de tu saíres eu saía, metia-me no carro, fechava os olhos e alimentava-nos, olhava para o céu e nas estrelas via-te.

Voltei para a cidade onde tudo me lembrava de ti. Fui a tua casa, tentei uma última vez fazer-te mudar de opinião. Choraste ao ver-me, choras-te ao ouvir-me, choras-te ao ver-me sair. Depois de sair chorei.
Tentei esquecer-te, mas como se esquece um amor? Foste a única mulher que amei e é impossível apagar um sentimento destes da memória.

Definhei enclausurado em casa durante mais de um ano, fechei-me dentro das minhas lembranças e do meu sofrimento, deixei de sorrir, deixei de sair, deixei de olhar, deixei de viver. Respirava por respirar, a escuridão era a minha luz.

Menti a toda a gente, era uma sombra de tudo aquilo que fui, não me lembro de sorrir, lembro-me sim das incontáveis noites que adormeci a chorar numa cama exageradamente grande para uma só pessoa, numa cama que são duas.

Até que acordei um dia, igual a tantos outros, e disse para mim próprio: ou fazes alguma coisa agora ou não vais conseguir sair do poço onde estás; é agora ou nunca: VIVE! Vive por ti e por aqueles que te amam!
Mudei de faculdade, mudei de amigos, mudei de hábitos, mudei radicalmente de vida, consegui retirar-te do meu pensamento, porque da minha alma é impossível fazê-lo.

Já não te vejo há mais de 1 ano. Espero que sejas feliz. Do fundo do coração espero que sejas feliz.
Há dois anos que estou sozinho, não consigo sentir interesse verdadeiro por ninguém, não encontro olhos que me façam querer lutar por eles.
Às vezes pergunto-me se há algo de errado comigo, convenço-me timidamente que não…

Dizem que é uma sorte encontrar o nosso verdadeiro amor… será que é um acontecimento único na vida de uma pessoa?

Resta-me esperar que não...

Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011

Karaoke

Sempre adorei cantar... já fiz parte de um coro, já ganhei um concurso de talentos, faço regularmente ensaios com amigos, mas já há muitos anos que não cantava diante de outras pessoas.


Fi-lo sexta-feira e fez-me muito bem, gostei de voltar a sentir aquele nervoso miudinho crescer à medida que a distância em relação ao "palco" diminui. Fez-me voltar a ter gosto pela música, um que é realmente saudável na minha vida.

Vou tentar voltar mais vezes ao karaoke...

Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011

Pensamentos Soltos


Quem nunca pensou em fugir?

Agarrar na mochila e percorrer os caminhos desse mundo, pequeno ou grande, estar entregue aos caprichos do destino e da sorte, ver paisagens maravilhosas, sentir a adrenalina ao descobrir novas vidas, novas pessoas e no fim do dia estar sentado numa pintura de beleza pura e rocambolesca, olhando um pôr-do-sol diferente a cada dia que passa.

Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011

(As)sincronias


Pensei muitas vezes em retomar a escrita deste blogue; estive perto uma ou duas vezes, mas havia sempre algo que me impedia de ouvir as teclas bater.
Durante muito tempo não soube o que me retinha os dedos, nem porque razão eles estavam sem força para escrever.
Um dia ocorreu-me o porquê de tal assincronia...

Este blogue foi criado por ti, e cada vez que cá venho lembro-me inconscientemente de ti, não posso evitar, aliás não quero evitar; não quero evitar que cada linha aqui mostrada transborde da minha alma, que grite sentimentos, que exale vontades... É isto que eu sou e por mais que queira, não o consigo alterar; bom ou mau? Sinceramente não sei...

Aquilo que sei é que, as reminiscências tuas que aqui existem eram demasiado para mim... não o são mais; não vivem tão intensamente, não respiram tão incessantemente no meu ouvido, não ocupam dia sim dia sim a minha alma.

Assim respiro, assim sustenho, assim sonho.
A sinceridade está aqui, a alegria de viver também, e o sonhador, acima de tudo, o sonhador continua a sorrir, todos as manhãs de todos os dias, de toda uma vida...

Sábado, 16 de Outubro de 2010

Devaneios III

Há dias difíceis, dias em que somos obrigados a pensar como seria viver sem alguém que amamos incondicionalmente: um pai, uma mãe, um filho...
Quando somos confrontados com a possibilidade, mesmo que seja remota, de perder alguém assim, é como se um buraco se abrisse no chão; vemo-lo formar-se sem, no entanto, lhe conseguirmos escapar.

Tenho tido desses dias, tenho tido essas angústias, que causam verdadeiro pânico interior.

Como um amigo me disse: "Quando recebo uma chamada fora de horas, sem estar a contar, fico sempre com medo de ser uma daquelas notícias avassaladoras. A partir desse momento o dia já não é mais o mesmo, fico a pensar como seria viver sem um dos pilares da minha vida, simplesmente não consigo sentir-me bem depois disso."

É bem verdade... hoje recebi uma dessas chamadas inesperadas, o coração saltou-me do peito e caiu no chão ao ouvir a voz lacrimante da minha mãe. Felizmente não foi a derradeira notícia, mas mesmo assim foi suficiente para abalar o meu mundo.

E que mundo este, num segundo ímpar pela sua beleza, no outro, impiedoso. Dizem-me: "É assim a vida meu amigo!" Eu aceno pesadamente com a cabeça e replico: "Pois, mas podia ser mais benevolente no timing, parece que não se contenta em abalar as fundações de tudo o que conheço e acredito, mas faz questão de juntar as peças e atirar-me com uma enorme bola de problemas, sem dó nem piedade."

Percorri 200 km em pouco mais de uma hora, acorri ao hospital para dar um abraço à senhora da minha vida que precisava desesperadamente de apoio. Anda tão cansada, posso vê-lo, posso senti-lo, contudo sinto-me impotente. Impotente porque não posso fazer nada para acalmar a dor, a não ser dizer que vai tudo ficar bem.

No meu íntimo não tenho tanta a certeza, mas falo-lhe com uma determinação e confiança que a fazem secar as lágrimas e procurar um optimismo perdido no meio de um mar agitado.

Saio, de uma urgência imunda e limpa, não consigo sentar-me, sinto-me observado, quero estar sozinho, apenas e só comigo.

E fico pensativo, de olhar baixo, sem vontade, sem capacidade para fazer nada; sinto-me, acima de tudo, petrificado com a mera visão de um vazio avassalador.

E fico em silêncio, que se transforma em solidão, num remoinho de incertezas e sentimentos contraditórios.




Rascunho escrito a 17 de Outubro de 2009.
Olhando e relendo este texto consigo ver em cada palavra a dor latente que, na altura, sentia. Não passou de uma miragem... ainda bem!

Terça-feira, 5 de Outubro de 2010

Devaneios II

É curioso como certos momentos parecem estacas na nossa vida, como marcam a sua passagem e delineiam dois períodos na nossa existência. Sabemos a partir do instante em que sentimos uma brisa, a brisa da mudança, que esse momento passou e nos definiu o carácter como poucas outras coisas o fazem, e é nessa ínfima fracção de tempo, que conseguimos perceber tudo aquilo que somos e principalmente tudo aquilo que queremos ser. Não são as longas experiências por que passamos que nos moldam, mas antes a nossa atitude perante epifanias trazidas pelo destino, que vêm e se desvanecem, como uma miragem, mas que sabemos, no íntimo, serem verosimis.

São essas verdades, esses desafios que de repente, encontramos e sobre os quais não temos controlo, que se transformam em catapultas do ser, da evolução ou da estagnação. Resta decidir qual é o caminho que pretendemos tomar rumo aos objectivos que temos, sejam eles ou não aprovados messianicamente pela sociedade pungente e que, sem prestarmos atenção, nos envolve e engole sem piedade.


Rascunho escrito no início do presente ano. É interessante ler o que fui escrevendo e ver a panóplia de sentimentos esculpidos nas palavras, ver os que foram desaparecendo, mas também aqueles que inexoravelmente fazem parte de mim.





Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

Devaneios I

Escrevo e risco, arranco e amachuco, atiro e contemplo... contemplo um imenso vazio, que teima em me atormentar com os raios da manhã e com o primeiro reflectir de uma lua cada vez maior na minha vida. A vontade de florescer, outrora presente como labaredas inscritas em mim, está agora quase completamente esquecida, fechada num qualquer recanto da minha dividida alma. E eu vejo os meus olhos viajantes embrenharem-se na cada vez mais permanente escuridão da noite, e nada, repito, nada consigo fazer para voltarem a brilhar.

A verdade é cruel e a vida certamente não lhe fica atrás na sodomia, mas então qual o meu papel aqui? Ser apenas uma sombra daquilo que, em tempos, fui? Espero que não... desejo que não.

Escrevi palavras enormes para dizer o que me ia na alma e mesmo assim ela não apareceu, ficou escondida dentro de mim murmurando vontades ociosas, guardando sentimentos que percorriam o corredor há eras e que não iriam sair assim tão facilmente. E não saíram, pois eu permiti que ficassem, aliás eu desejei que continuassem a habitar em mim, para que aquela beleza que era o amor, permanecesse e, nem que fosse apenas uma amostra, sonhava saborear a réstea daquilo que senti.

Efectivamente guardei e percebi a veracidade de todo o meu passado, de toda a minha personalidade e das consequências que tiveram.

E aí percebi que tudo aquilo em que acreditava, tudo aquilo que pensava, estava errado mas a força de tal erro era tanta que me fez continuar num conto de fadas interrompido, quiçá para sempre.

E assim, viajando neste campo infinito a que chamam alma, fui rejuvenescendo, cicatrizando, por entre patadas e murros indefinidos, incógnitos, auto-infligidos, aquilo que sempre fui, não pelas razões erradas, mas por mim, apenas e só por mim; sem muletas morais, sem encantamentos formais de natureza irrealista, mas por mim... e para mim, apenas para mim.

"Maybe I love you
Maybe I just love the sound"



Tinha aqui este rascunho, ao lado de muitos outros abandonados mas não esquecidos, testemunhos vivos de épocas da minha vida, de sentimentos contraditórios, de sorrisos solitários, de choros libertadores, de viagens paradisíacas, de absinto derramado, de alucinações devastadoras, de... de... de mil e uma coisas que marcam a minha existência.



Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

Saul Williams

Vi há alguns dias uma entrevista do Saul Williams na rtp2, não preciso de dizer que fiquei extremamente impressionado pela maneira como ele se expressa através de uma poesia muito própria, palavras poderosas, poderosíssimas, que cativam qualquer pessoa que se predispõe a ouvir e a entender a sua mensagem, a sua voz única; uma voz que fala com a alma, que fala pela alma, que fala para a alma...


If I could find the spot where truth echoes
I would stand there and whisper memories of my children's future
I would let their future dwell in my past
so that I might live a brighter now
Now is the essence of my domain and it contains
all that was and will be
And I am as I was and will be because I am and always will be
that nigga
I am that nigga
I am that nigga
I am that timeless nigga that swings on pendelums like vines
through mines of boobytrapped minds that are enslaved by time
I am the life that supersedes lifetimes, I am
It was me with serpentine hair and a timeless stare
that with immortal glare turned mortal fear into stone time capsules
They still exist as the walking dead, as I do
The original sulphurhead, symbol of life and matriarchy
severed head Medusa, I am
I am that nigga
I am that nigga!
I am that nigga!!
I am a negro! Yes negro, negro from _necro_ meaning death
I overcame it so they named me after it
And I be spitting at death from behind
and putting "Kick Me" signs on it's back
because I am not the son of Sha-Clack-Clack
I am before that, I am before
I am before before
Before death is eternity, after death is eternity
There is no death there's only eternity
And I be riding on the wings of eternity
like HYAH! HYAH! HYAH! Sha-Clack-Clack
but my flight doesn't go undisturbed
Because time makes dreams defer
And all of my time fears are turning my days into daymares
And I live daymares reliving nightmares
of what taunted my past
Sha-Clack-Clack, time is beatin my ass
And I be havin dreams of chocolate covered watermelons
Filled with fried chickens like pinatas
With little pickaninny sons and daughters
standing up under them with big sticks and aluminum foil
Hittin em, tryin to catch pieces of fallin fried chicken wings
And Aunt Jemima and Uncle Ben are standing in the corners
with rifles pointed at the heads of the little children
"Don't shoot the children," I shout, "don't shoot the children!"
but they say it's too late
They've already been infected by time
But that shit is before my time
I need more time
I need more time
But it's too late
They start shooting at children and killing them!
One by one, two by two, three by three, four by four
Five by five, six by six, but
my spirit is growing seven by seven
Faster than the speed of light
Cause light only penetrates the darkness that's already there
and I'm already there
I'm here at the end of the road
which is the beginning of the road beyond time, but
where my niggaz at? (Oh shit!)

Oh shit, don't tell me my niggaz got lost in time
My niggaz are dying before their time
My niggaz are serving unjust time
My niggaz are dying because of.. time

Absorve-nos para um mundo paralelo e deixa-nos lá, sem dó nem piedade, inspirando palavras e expirando sentimentos.






Sábado, 18 de Setembro de 2010

A te


Palavras para quê? Dois dos instrumentos que mais aprecio no seu auge... voz e sax singularmente unidos numa dança voluptuosamente angelical.