quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Confidência

Vagueava pela internet e deparei-me com um texto muito curioso sobre a vida, o qual decidi traduzir e partilhar aqui. Aquilo que inicialmente parecia uma tradução, rapidamente evoluiu para um conjunto de pensamentos meus, uma espécie de introspecção\confidência casual.

Muitas pessoas entraram na minha vida, muitas pessoas saíram dela; Algumas expulsei-as por vontade ou por ser fraco, outras simplesmente apagaram-se(me).
Fui forte quando não devia, fui fraco quando devia ter sido forte, o orgulho traiu-me quando menos esperava, mas a verdade é que sempre vivi pelo princípio de nunca deixar de fazer algo que sinto precisar de ser feito, mesmo que me custe a vida, mesmo que me custe o coração fazê-lo, isto porque prefiro arrepender-me de algo que fiz do que passar eternidades a matutar como seria na casualidade de o ter feito. E pretendo continuar.
Desiludi aqueles que mais amava e fui desiludido por eles. Não sei, contudo, se a balança está equilibrada.
Passei metade da vida vivendo para mim, passei outra metade vivendo para outros, mas nunca soube verdadeiramente coordenar os dois. Ambos me trouxeram infelicidades.
Fui um monstro para pessoas que me amaram, afastei-as como se nada fossem, os remorsos vieram mas sempre tardaram. Certas desculpas ficaram por pedir, não por não ser imperativo mas por não compensarem nada. Será que fui covarde? Talvez...
Menti, cometi erros, aprendi, mais com os meus próprios erros do que com os dos outros.
Perdi amigos por estupidez, perdi sonhos e objectivos por secundarismo, perdi-me a mim durante muito tempo; ainda não sei se me encontrei. Tenho tempo. Acho.
Entretanto vou juntando as peças e navegando rumo a porto seguro até ao momento em que tenha uma epifania de mim e da minha vida.

8 comentários:

Lusibero disse...

BRUCE: parece um acto de contrição, este teu artigo. Implica uma grande dose de coragem, sermos responsáveis e humanos ao ponto de o confessarmos!
É como que uma "purga" do nosso carácter... que o ser humano deveria fazer ,frequentemente, para seu bem e para bem da humanidade...
Beijos e obrigada por este lindo texto
LUSIBERO

SAM disse...

Um texto bastante interessante. Lições de vida. Acho que não há ninguém que não passe pelas mesmas sensações. Seja quando ou como for. Todas estas situações obstáculos são como cinzéis que nos moldam de modo a não cometermos os mesmos erros vezes sem conta.

Existe o costume de dizer até morrer sempre a aprender, é um provérbio que promove a astúcia. A astúcia não é nada mais que saber responder às situações. Quanto mais vezes caímos no mesmo buraco melhor saberemos depois nos levantar e sair dele... Muito interessante...

A tua epifania vira com certeza
:D Fica bem - Abraço

Aprendiz disse...

Se existe o erro e o perdão, por alguma razão é... Aliás são dois elementos indissociáveis da condição humana...Grande Abraço

Graça disse...

Muito belo o texto, realmente!

É como disse Lusibero, como se fora um ato de contrição...

Uma tradução excelente de uma reflexão perfeita.

Um abraço.

. intemporal . disse...

.

. assertivo .

. como assertivas foram tantas as pedras que o poeta guardou todas, para construír um castelo .

. "amei.de.amar" . bruce .

.

. abraço.TE .

.

. paulo .

.

Graça disse...

Bruce,

muito grata por retornar e seguir-me, amigo!

Vim dizer-te e desejar que qualquer que seja a escolha que faças, que seja a mais acertada, amigo!!!

Sorte, amor, vida, alegria, paz e sobretudo, Deus no coração.

Volte sempre ao Anjo e ao Solar de Madrepérola...

Shalom!

TERESA SANTOS disse...

É esse teu desnudar que me fascina, é essa tua lucidez que admiro, é essa capacidade de auto critíca que felicito. Felicito por uma razão simples: estás a meio do caminho para te encontrares, todo, por INTEIRO.
Abraço, Amigo.

Bruce disse...

Do fundo do coração: Muito obrigado Teresa!

Posso estar um pouco ausente das caixas de comentários, mas continuo a seguir o teu blogue e a apreciar sobremaneira tudo aquilo que escreves, que, não deixa de ser, uma inspiração para mim.